
ÁUDIO da REPORTAGEM:
Os Trovante reúnem-se para um concerto no Palco Mundo a pedido da organização do Rock in Rio, evento que comemora 25 anos. O dia 22 de Maio vai ainda contar com as actuações de Elton John e Leona Lewis.
Os Trovante, grupo formado em Sagres no Verão de 1976, aceitou o convite do Rock in Rio para se reunir e subir ao Palco Mundo no dia 22 de Maio, dedicado à comemoração dos 25 anos do festival de música.
“Queríamos fazer um dia dedicado a esta celebração, mas não remetendo há 25 anos atrás. Antes queríamos fazer uma coisa que somasse todos estes 25 anos e, para isso, precisávamos de artistas muito emblemáticos para cada uma das gerações”, detalha ao Expressões Lusitanas a vice-presidente do Rock in Rio.
Roberta Medina adianta ainda que se pretendia fazer algo “especial” na edição portuguesa do festival e, desta forma, surgiu a ideia de voltar a reunir os Trovante, grupo que terminou a sua actividade há quase 18 anos.
A vice-presidente do Rock in Rio confessa que “não foi fácil” reunir os Trovante, porque é um banda composta por “muitos” elementos, em que cada um tem a sua vida particular. Contudo, Roberta Medina diz estar “honrada” e “orgulhosa” por poder oferecer este concerto que, na sua opinião, vai ser “inesquecível”.
Um dos elementos dos Trovante, Luís Represas, refere ao Expressões Lusitanas que o convite de reunião do grupo foi “surpreendente” e algo com que não estavam “à espera”.
“Estas reuniões têm de fazer sentido e o Rock in Rio é, provavelmente, o grande festival em que faz todo o sentido juntarmo-nos”, sustenta.
Luís Represas recorda estar na primeira edição do Rock in Rio em 1985 e “imaginar” os Trovante em cima daquele “palco enorme” e num festival com “preocupações sociais e ambientais”. Longe estava de imaginar que 25 anos depois deste momento e quase 18 anos após o término da banda tal situação se viria a realizar.
João Gil, outro dos elementos dos Trovante, explica ao Expressões Lusitanas que “nada foi pensado” e que o convite foi “uma surpresa”.
“Não andámos por aí a lançar a ideia de se alguém nos convidar a gente junta-se”, sustenta, adiantando que a reacção ao convite foi “bora lá”, havendo um “desejo” de fazer tudo outra vez. “É apenas pegar nas violas e tocar”, sublinha.
João Gil diz ainda que os ensaios vão decorrer “nas calmas” e sem preocupações, visto que ainda tem os acordes “na ponta dos dedos” e a memória “está fresca”. “É como andar de bicicleta, em que nunca se esquece”, conclui.
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